Empresas apostam em preços flexíveis como estratégia de venda

Fonte: www.feac.org.br

As empresas sempre ofereceram preços diferenciados para grupos de clientes diferentes. Fazem “promoções especiais” para os frequentadores de cinemas à tarde ou happy hours para os que gostam de tomar drinques no final do dia. Também oferecem grandes descontos para estudantes e aposentados.

A dinâmica de preços usa todas essas estratégias de vendas, com a diferença que muda os preços a cada minuto ou os adaptam ao perfil do cliente individual, de acordo com as informações cadastradas sobre a renda, local de residência e histórico de gastos. O preço dos bens e serviços vendidos online também pode oscilar constantemente, segundo a quantidade e as características dos consumidores, além de fatores como o clima.

Segundo a empresa de pesquisa e consultoria Econsultancy, a Amazon atualiza sua lista de preços a cada dez minutos em média, com base em dados que coleta com regularidade. A prática está se difundindo para os varejistas físicos, que estão instalando monitores de preços eletrônicos e adotando a estratégia da dinâmica de preços de varejistas online.

A revolução da dinâmica de preços tem beneficiado muito as empresas. Além de equilibrar a demanda, o que pode poupá-las do custo de manter a capacidade adicional para momentos de maior movimento, aumenta o lucro com o preço mais caro de bens e serviços vendidos a clientes com um maior poder aquisitivo.

Mas as empresas correm o risco de ter suas reputações abaladas ao ferir o sentido de justiça dos consumidores com a oscilação de preços.  O Uber teve uma queda no movimento dos passageiros quando aumentou oito vezes suas tarifas durante as tempestades em Nova York, em 2013.

Além disso, na guerra dos preços o fato de oferecer mercadorias um centavo mais barato faz diferença na comparação dos sites de preços. Essa competição é benéfica para os consumidores, mas o foco na dinâmica de preços pode impedir que as empresas busquem formas de fazer com que seus produtos e serviços sejam tão atraentes, que o preço não tenha tanta importância na opção de compra dos consumidores.

Fonte: The Economist

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