Artigo: O Brasil de 1930 e a Política Econômica de Michel Temer para um Brasil mais pobre

Por Rodrigo Mercúccio

 Após os dados divulgados sobre o Produto Interno Bruto – PIB, o véu que escondia as mazelas desastrosas e equivocadas do Governo Dilma Rousseff se fez em forma de números e contra esses números não há argumentos a queda é de -3,6% no ano de 2016.

A soma da queda do PIB dos anos de 2014 e 2016, é de 7% e nos leva ao segundo pior patamar da história econômica Brasileira. Patamar igual ao de 1930, reflexo da crise de 1929, pior crise econômica norte americana que assolava o país ainda na era da republica velha (1889-1930). Júlio Prestes foi eleito, mas não chegou a tomar posse por causa da Revolução de 1930.

Ficamos abaixo da Grécia que teve crescimento de 0,3% e amargamos o último lugar dos 38 países com o pífio -3,6%.  Enquanto encolhemos a China cresceu 20% do último triênio, cerca de US$ 11 trilhões.  Com uma política econômica capengando, pessimismo generalizado e o escambau, a China cresceu um Brasil inteiro. E o Brasil perdeu uma Argentina.

O The New York Times, em reportagem publicada na sexta-feira, 03/03, critica a “desigualdade” nas reformas fiscais em curso no Brasil. A matéria relata que, enquanto os trabalhadores terão benefícios cortados, juízes e políticos têm aumentos de salários e cita que o Congresso, “em vias de aprovar uma reforma previdenciária”, agora está permitindo que seus membros obtenham pensão vitalícia depois de apenas dois anos.

A crise brasileira chegou nos pilares estruturantes da política “Saúde, Educação e Segurança pública” são os setores onde a mão do governo tem apertado a torneira.

Com doze milhões de desempregados não há dinheiro circulando e não há investimento da indústria o pessimismo é de 9 entre 10 trabalhadores e de 9 entre 10 empresários.

Não bastasse o pessimismo econômico Michel Temer ainda terá que enfrentar a delações da Odebrecht e o processo de impugnação da Chapa Dilma / Temer no TSE.

Já a Previsão do PIB 2017 a expectativa é que o Brasil caia algumas – poucas – posições no ranking de perdedores. Com previsão de PIB estagnado (0%), o país deve ter resultado melhor que as quedas previstas para Venezuela (-4,5%), Guiné Equatorial (-3%) e Samoa (-0,8%). Isso enquanto o PIB global deve ter uma expansão estimada em 3,8%.

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